Quem entra no Estaleiro Pelicanno sente primeiro o cheiro da madeira. Mogno, cedro, caixeta, teca, freijó… O pó pairando no ar, a luz cortando o galpão, o som pausado do formão, a cadência das lixas, o zunido das serras, o encaixe preciso das colagens. Aqui, transformar madeira em embarcação é mais do que ofício: é dar forma, brilho e alma ao que antes era apenas matéria. É o instante em que a mão encontra o veio certo e o barco, silencioso, começa a nascer.